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Relógio da Matriz Completou, 61 anos nesse dia 13 de Junho - Câmara Municipal de Jacutinga-MG
Relógio da Matriz Completou, 61 anos nesse dia 13 de Junho
11/05/2011

NESSE DIA 13 DE JUNHO, O RELÓGIO DA MATRIZ  COMPLETOU 61 ANOS DE SEU FUNCIONAMENTO

 

 

                        O Relógio da Matriz completou 61 anos de funcionamento nesse dia 13/06/2011, sempre informando as horas certas, no martelar de seus sinos nos quartos de hora, e hora cheia, que atingiram a marca de 3.470.064 marteladas do sino das horas cheias (RE#) e 10.677.120 marteladas dos sinos dos quartos de hora (SOL e LA#), um impressionante número que poucos atentaram em saber. Chama-se martelar porque o mecanismo do relógio aciona os martelos nos sinos, pois os badalos estão no centro, e são acionados manualmente por cordas.

                        O que merece ser descrito é que este preciso e magnífico mecanismo foi fabricado aqui mesmo em Jacutinga por Lourenço Fernandes & Filhos, numa empresa que funcionou também com o nome de Metalúrgica Tabu,  de novembro de 1.938 até julho de 1.959 ininterruptamente, tendo como ajudantes seus filhos Cláudio Fernandes e Reynaldo Fernandes, no ramo de Indústria de Relógios para Torreões e Pêndulos, onde todo o complexo de engrenagens  e mecanismo de disparo dos sinos, foram todos fabricados por eles mesmos, e o único cidadão Jacutinguense vivo, que teve envolvimento direto na construção deste relógio, fabricando todas as estruturas dos mostradores e peças que requeriam soldas à oxigênio, foi o Sr. JOSÉ GROSSI; e também, o seu irmão ANTONIO GROSSI construiu o invólucro em madeira e vidro, que acondicionam o mecanismo até os dias de hoje.

                        Este relógio que está na matriz, data de 24/05/1950, e consiste em três conjuntos de pesos, sendo o primeiro (lado direito), o responsável pelo acionamento do sino das horas, com um sistema de cordas que dura 5 dias, descendo 2,02 m/dia; já o segundo conjunto (centro) é o responsável pelo acionamento do relógio propriamente dito, ou mecanismo dos ponteiros, e o sistema de cordas dá para 8 dias, descendo 1,32 m/dia; o terceiro conjunto (lado esquerdo) é o responsável pelo acionamento dos sinos dos quartos de hora, e o sistema de cordas dura 3 ½ dias.

descendo 2,87 m/dia.

 

 

                        O módulo dos quartos de hora, foi uma iniciativa do Sr. Paschoal Primo Grossi, pai do Sr. José Grossi, que em princípio, o projeto inicial do relógio não previa o martelar dos quartos de hora, mas que fora acrescentado este dispositivo, para enriquecer ainda mais esta obra de arte, e na engrenagem interna principal deste conjunto, prestou-se justa homenagem que se encontra gravada por punção: “ESTA PARTE FOI CONSTRUIDA POR INICIATIVA E ESFORÇO DO SR. PASCHOAL PRIMO GROSSI”.

                        O Relógio em si está dividido em 6 módulos distintos, afixados por 24 parafusos 3/8”  sendo assim divididos: O setor do sino dos quartos de hora possui 6 eixos, 8 engrenagens retas e 1 catraca; o setor do mecanismo de horas possui 8 eixos, 12 engrenagens retas, 7 engrenagens cônicas com dentes retos e 2 catracas; e o setor do sino das horas possui 6 eixos, 8 engrenagens retas e 1 catraca.

                        Nos MOSTRADORES, existem 4 engrenagens retas e 1 cruzeta, sendo assim, todo o mecanismo possui 20 eixos, 28 engrenagens retas, 7 engrenagens cônicas com dentes retos, 4 catracas e 8 cruzetas.

 

 

                        Na foto acima, o mostrador já devidamente lavado e com iluminação adequada, para boa visão noturna, já em funcionamento deste o dia 22/05/2011.

                        O conjunto central poderia ser desarticulado dos outros dois conjuntos, que mesmo assim o relógio funcionaria normalmente, somente não havendo o martelar dos sinos, e o conjunto responsável pelo acionamento dos mesmos está no primeiro bloco (lado direito), onde uns engenhosos e complexos sistemas de engrenagens fornecem informação sobre quantas marteladas deverão ser disparadas naquela hora, ou quantos repiques de quarto de hora deverão ser disparados, pois o primeiro quarto, é representado por 1 repique; o segundo por 2 repiques; o terceiro por 3 repiques e no quarto são 4 repiques seguidos pelo martelar da hora cheia; então sem olhar para o relógio, somente pelos sons dos sinos, dá para saber se estamos na fração de 15, 30 ou 45 minutos, e quando virá a hora cheia.

                        As DUAS ÚNICAS ENGRENAGENS externas ao conjunto do relógio, propositadamente  localizado fora da caixa principal, servem para desarticular o mecanismo intermitente do tempo com o conjunto dos ponteiros, feitas para se fazer possíveis ajustes de horas pelas variações climáticas, ou mesmo o horário de verão. Em se atrasando manualmente o mecanismo,  será este conjunto o responsável por também alterar o sistema da informação para a quantidade de marteladas a serem disparadas pelos sinos, senão ter-se-ia que proceder 3 ajustes, o de hora, o das marteladas dos quartos de hora e hora cheia.

 

 

                        Nestas duas engrenagens, encontra-se gravado mecanicamente por punção, na primeira engrenagem, o dizer FABRICA DE RELÓGIOS DE LOURENÇO FERNANDES & FILHOS – JACUTINGA – MINAS GERAIS – BRASIL – DIA 24 DE MAIO DE 1950, e na segunda os dizeres “QUA NESCITIS HORA FILIUS HOMINIS VENTUTUS EST” MAT. XXIV, 44, ou seja, “O FILHO DO HOMEM HÁ DE VIR À HORA EM QUE NÃO PENSEIS”.

             O ESCAPE da ÂNCORA, mecanismo inventado em 1670, é o conjunto mais exigido mecanicamente num relógio. Por isso o mesmo, neste relógio, fica constantemente embebido em óleo lubrificante, através de uma meia-lua repleta de óleo,  havendo lubrificação permanente ao longo destes anos.

  

 

                        O PÊNDULO provavelmente fabricado em “invar”, material que é uma liga de níquel e ferro, sendo este menos suscetível às alterações climáticas (aproximadamente 25 vezes menos que o latão), e que alteram a precisão dos relógios, possui uma lentilha de aproximadamente 10 kg, pois sob o efeito de um aumento de temperatura, a haste do pêndulo alonga-se;  se a temperatura abaixa ela encolhe, causando no primeiro caso um atraso no mecanismo e no segundo haverá um adiantamento.

  

 

                        A suspensão do pêndulo é pelo sistema de mola, onde o mesmo é enganchado numa lâmina de aço temperado, dupla, muito fina, que é compreendida de um suporte fixo. A fim de facilitar a fixação e manutenção, essas lâminas estão cravadas em cada extremidade entre duas placas de latão. Esta fixação encontra-se na maior parte dos relógios atuais, e o eixo da âncora também é fixado a 1/3 da altura da lâmina, na sua parte superior.

 

 

                        No piso superior ao mecanismo do relógio, fica o conjunto de sinos, sendo o mesmo conjunto utilizado pelo acionamento do relógio por martelo mecânico externo, e também manualmente pelo badalo central.

  

 

                        Através da altura e diâmetro, sabe-se o peso e afinação de cada sino, sendo todos eles fundidos em Bronze, no ano de 1947, e o maior deles mede 53 cm de altura por 62 cm de diâmetro, pesando 150 kg, na afinação de RE#; o segundo sino mede 42 cm de altura por 49 cm de diâmetro, pesando  80 kg, na afinação em SOL, e o último mede 36 cm de altura por 42 cm de diâmetro, pesando  50kg e afinado em LA#.

 

                        Segundo a tradição cristã, os sinos são sempre afinados em 5 harmônicas, sendo a nominal, a quinta da nota fundamental, a terceira menor da nota fundamental, a fundamental, nota da primeira oitava inferior – ou abaixo e o bordão, nota da segunda oitava inferior – ou abaixo.

 

                        Um detalhe curioso para os menos desavisados, é a representação do algarismo romano 4 com o formato de “IIII”, em que se ouve dizer que todo o relógio fabricado aqui em Jacutinga seria identificado pelo algarismo romano = “IIII”, e isto não é verdadeiro, pois as duas formas “IV” e “IIII” para mostradores de relógios estão corretas, ou mais precisamente é uma questão de SIMETRIA ou proporção, pois a representação normal numérica dos algarismos romanos é: I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI e XII. Essa é a seqüência lógica, mas nos casos dos mostradores de relógios, a seqüência usada é: I, II, III, IIII, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI e XII. A explicação é que na primeira seqüência, existem 3 números com o “I”, 5 números com o “V”, e 4 números com o “X”. Se usarmos a segunda seqüência, tudo se torna mais simétrico, pois teremos 4 números com cada um dos dígitos “I”, “V” e “X”.

 

                        Em tempos modernos, poder-se-ia desenvolver um dispositivo eletro-eletrônico combinado com motores e relês para fazer o papel de “dar cordas”, pois esta operação é manual, necessitando a presença humana semanalmente para acionar as manivelas das catracas, senão ou o relógio pára ou os sinos se calam.

 

                        Finalizando, o mecanismo do relógio está em excepcionais condições de conservação, mas são visíveis alguns fatores chaves para a conservação e funcionamento, que são:

-          higienização;

-          lubrificação;

-          observação e inspeção;

-          dar corda, ajustar e regular;

-          documentação e registros

                              A higienização é vital para que o relógio continue em operação em longo prazo com segurança. A poeira e a sujeira, combinadas com o óleo lubrificante, produzem uma pasta triturante que acelera o desgaste de todas as partes móveis. Esta operação deverá ser executada a cada 3 anos.

 

                        Sobre a lubrificação, esta deverá ser executada a cada três meses, pois lubrificação em excesso fará o relógio se adiantar, ou é melhor pecar pela falta de óleo do que pelo excesso. O relógio tem muito mais chances de parar de funcionar precocemente se estiver com muito óleo do que se tiver com pouco. O óleo mais indicado é um suiço MOEBIUS 9020.

 

                        Sobre o ajuste e regulagem, percebe-se que a roda de escape já oferece alguma deformação, e é visível o desalinhamento da ponteira direita da ancora, requerendo imediatamente uma intervenção para sincronizar este conjunto, que é o principal num relógio mecânico.

 

                        Percebe-se também, no conjunto de engrenagens das horas, um “braço” vazio no espaço, e a curiosidade foi desvendada pelo Sr. JOSÉ GROSSI, onde disse que isto seria para um quarto sino, ou seja, ao invés de dois sinos dos quartos de hora, o projeto foi para três sinos, bastando somente instalar mais um sino em LA#, e ligá-lo a este braço, que teríamos um acorde completo.

 

                        Nada pode ser tão complexo, que em uma criteriosa observação não possa ser desvendado.

 

Paulo Roberto Grisolia...

                        

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